Portal dedicado ao Espaghetti Western

Letras-Lyrics-Song-Sung-Espaghetti Western-História-Músicas-Entrevistas-Curiosidades-Pesquisa-Opinião-Atores Brasileiros no Espaghetti Western-Atualidades-Homenagens-Resenhas-Sinópses-Subtitles-Legendas-Filmes.

25 abril 2017

A Morte de Gustavo Rojo [Especial Brasil]

Uma das maiores atrizes de novelas mexicanas, Ana Patricia Rojo enfrenta um momento difícil, pois, acaba de perder o pai, o também ator uruguaio Gustavo Rojo.

Um grande ator de novelas mexicanas e grande artista da TV, cinema e teatro, Gustavo Rojo. Sua última novela foi “Un camino hacia el destino” de 2016 onde atuou ao lado de sua filha Ana Patricia.

Durante as gravações da trama o ator chegou a passar mal por problema de pressão e teve que ser levado às pressas para o hospital, na época Gustavo anunciou sua aposentadoria.

Ana Patricia Rojo confirmou a morte do pai, que tinha 93 anos, a atriz compartilhou uma foto com ele na sua conta no Twitter e escreveu:

“Fechou a cortina, mas sua luz, seu amor e seu ensinamento ficará comigo para sempre… Você era o melhor pai e avô… Eu te amo papai”. A mexicana não revelou a causa da morte do pai e pediu respeito: “Ela pediu discrição sobre a doença do pai, mas confirmou que ele morreu rodeado de sua família e com muito amor”.

O último trabalho de Gustavo Rojo exibido no Brasil foi “Abismo de Paixão” onde interpretava o bispo, ele também é conhecido no nosso país por seu trabalho nas versões mexicanas de “Carinha de Anjo” e “Cúmplices de Um Resgate”, já Ana Patricia é odiada do público brasileiro por suas vilãs, Penélope de “Maria do Bairro”, Estefânia de “Cuidado com o Anjo” e Raiza de “Coração Indomável”.

Gustavo nasceu em pleno Oceano Atlântico, a bordo do navio alemão Cretel, quando seus pais iam com destino ao Uruguai. O nascimento se deu em 05 de Setembro de 1923 e foi registrado em Montevideo no Uruguay sob o nome de batismo de Gustavo Adolfo Krefeld Sarandí Rojo y Pinto.

É filho do advogado Rubén Rojo Martín de Nicolás e da escritora, poetisa e feminista espanhola Mercedes Pinto. Gustavo também é irmão do ator Rubén Rojo, e meio-irmão de Juan Francisco, que faleceu em Lisboa (Portugal) aos 15 anos de idade, quando toda familia morava lá. Gustavo também é irmão de Ana María e da atriz Pituka de Foronda.

Casou-se pela primeira vez com a atriz espanhola Mercedes Castellanos, que morreu em 1954. Tiveram uma filha, Alejandra, que é casada e tem três filhos, e reside na Espanha.



Casou-se pela segunda vez com a atriz austríaca Erika Remberg, mas se divorciaram.

Então, casou-se pela terceira vez com Carmela Stein, que foi Miss Peru. Eles têm três filho: Gustavo Rojo Jr.; Enrique, que reside nos Estados Unidos; e a atriz Ana Patricia Rojo. Seu pai morreu em Cuba, no começo da década de 1940 e, sua mãe, em 1976. Seu irmão Rubén morreu em 1993 e sua irmã Pituka em 1999.

Inciou sua carreira como ator no teatro em 1940, na obra "La noche de Epifanía", com o grupo teatral da Universidade de Havana, em Cuba. Mudou-se para o México junto com sua mãe e seu irmão Rubén em 1943.

Após o falecimento do pai, lá eles se reuniram com sua irmã Pituka, e sua irmã Ana María regressou a Espanha. Gustavo estreou no cinema neste mesmo ano, no filme "Murallas de pasión". Em sua vasta trajetória de ator ele já atuou em cerca de 108 filmes, entre eles "Tarzan e as Sereias", 23 telenovelas e 150 obras de teatro.

Atuou em dezenas de filmes europeus nos mais variados seguimentos e em vários Espaghetti Westerns.

Em 2016 estreou "Un camino hacia el destino do Canal de las estrellas" interpretando Fernando Altamirano. Morreu no sábado 22 de Abril de 2017 na Cidade do México, no México.

 FILMOGRAFIA ESPAGHETTI WESTERN

A Batalha Final dos Apaches (1964)
Mercenários do Riuo Grande [Pyramid of the Sun God] (1965)
O Tesouro Perdido dos Astecas [Treasure of the Aztecs] (1965)
Wild Kurdistan (1965)
Kingdom of the Silver Lion (1965)
Europa canta (1966)
Django Volta para Matar (1966) Django não Perdoa [Mestizo]
7 Magnificas (1966)
Christmas Kid (1967)
Kitosch - O Massacre do Forte das Águias (1967)
Uma Bala é Teu Prêmio (1967)
Uma bala para sandoval (1969)
A Luta pela Terra (1969)
O Vale de Gwangi (1969)
El Condor (1970)
Hermanos de sangre (1974) México



Participação em Episódios nas séries Westerns na TV Americana
Caravana (1957–1965)
Lawman (1958–1962)
Bronco (1958–1962)
Law of the Plainsman (1959)
The Man from Blackhawk (1959–1960)

The Christmas Kid 1967


Atirador Solitário [... Era uma Pistola Infallibile, Lo chiamavano... Jim Il Primo] “Young Jim Hart” Letra/Lyric/Música

Atirador Solitário - Brasil O Último Pistoleiro - Brasil
... Era uma Pistola Infallibile, Lo chiamavano... Jim Il Primo - Itália
Jim Il Primo - Itália
Das Letzte Gewehr - Áustira
Le Dernier Pistolet - França
Killer's Canyon - Uk
Kano Ehthrous Gia Na Skotono - Grécia
Maskoforos Kavalaris - Grécia
Killer Canyon - Irlanda
Duelo no Arizona - Portugal
Lonely Gunslinger - USA
The Last Gun - USA
Das Letzte Gewehr - Alemanha

Música: Marcello Gigante
Intérprete: Peter Tevis

“Young Jim Hart” [Tema do Filme]

Young Jim Hart rode a long way from the east
to the west, where a man can be free.
Left behind all the things, that matter least,
knowing here's, where his new life would be.

But before you can settle, as you please,
you must first prove your worth as a man.
You must show, that for you the lawless breed
is no threat for the gun in your hand.

Now they know, that Jim Hart's a man to fear
with a gunhand, that is too fast to see.
Here young Jim found a life so right handed
and he helped make the lawless west free.

Young Jim Hart rode a long way from the east
to the west, where a man can be free.
Left behind all the things, that matter least,
knowing here's where his new life would be...

Música tema [... Era uma Pistola Infallibile, Lo chiamavano... Jim Il Primo]

Atirador Solitário [... Era uma Pistola Infallibile, Lo chiamavano... Jim Il Primo] Especial Brasil


Atirador Solitário - Brasil
O Último Pistoleiro - Brasil
... Era uma Pistola Infallibile, Lo chiamavano... Jim Il Primo - Itália
Jim Il Primo – Itália
Das Letzte Gewehr - Áustira
Le Dernier Pistolet - França
Killer's Canyon - Uk
Kano Ehthrous Gia Na Skotono - Grécia
Maskoforos Kavalaris - Grécia
Killer Canyon - Irlanda
Duelo no Arizona - Portugal
Lonely Gunslinger - USA
The Last Gun - USA
Das Letzte Gewehr - Alemanha

Direção: Luigi Batzella (Paul Solvay)
Escrito: Ambrogio Molteni e James Wilde Jr.     
Música: Marcello Gigante "Young Jim Hart" cantada por Peter Tevis
e "Amor Mexicano" cantada por Rena Filippini
Fotografia: Romolo Garroni e Amerigo Gengarelli          
Duração: 97 minutos
Produção: Itália 29 de Outubro de 1964
Locações: Elios Studios, Roma, Lazio, Itália
Co Produção: Rasfilm, Sagebrush Productions
Edição: Dolores Tamburini         
Design de Produção: Gabriele Crisanti


Cameron Mitchell - Bill/Jim Hart
Carl Möhner - Guitar
Célina Cély - Dolores
Kitty Carver (Ketty Carver) - Jane
Livio Lorenzon - Jess
Anna Lina Alberti (Lina Albert) - Mãe de Dolores
Dony Baster - Tommy/Garotinho
Luigi Batzella (Paul Solvay) - Sr. Morgan/Banqueiro
Calisto Calisti - Pai de Janet
Fanny Clair - Millie
Ugo Fangareggi (Ugo Mudd) - Bow Tie
Giulio Maculani (Harris Cooper) - Xerife
Rosy March - Cherie
Diego Pozzetto  (Diego Wells) - Noah
Attilio Severini (Vic Nojaski) - Peronez
Luke Aaron, Mariangela Giordano (Mary Gordon),
Giuseppe Mattei (John Mathius),
Cinzia Ran (Cinzia Rancheiro) e Lina Albert.

Um filme importante porque foi o primeiro totalmente italiano e talves o primeiro Espaghetti Western
originalmente produzido nos Estudios da Elios Film de sociedade de Alvaro Mancori e Eduardo de Filippo.
Foram poucos meses antes de “Le Pistole non Discutono” de Mario Caiano. Longe de ser um grande Western, entretanto, talvez o único western bem produzido por Sergio Bergonzelli.

Bill (Cameron Mitchell) é um canhoto que jurou osbre sua última vítima deixar a violência para trás e (que é na verdade é Jim Hart) um famoso bandido mascarado que se instala em Sanderson City e agora dono de uma loja de variedades e que está prestes a se casar com Janet (Kitty Carver) a filha do juiz.

Jim, o primeiro, consequentemente fora assim chamado por ter sido o melhor atirador do oeste, e agora tentando se aposentar e conduzir seu futuro pacificamente tem seu propósito interrompido.

Uma gangue de foras da lei liderada por Jess Lindahl, o careca (Livio lorenzon) durante a viagem contrata um andarilho e guitarrista chamado "Guitar" (Carl Möhner), que também é um pistoleiro canhoto e todos invadem e apoderam-se da cidade de Sanderson City.

O banqueiro Morgan (Luigi Batzella) e a bela bailarina Cherie querem contratar Jess para em comum acordo roubarem um carregamento de ouro que virá da cidade de Marathon à Sanderson City. Guitar tem os seus olhos na garota do bar (Célina Cély). A mãe dela, Rosalia (Anna Lina Alberti) é a proprietária do saloon e não aprova ela com Guitar.

O juiz, pai de Janet (Calisto Calisti) sofre um atentado após uma incursão de Jack, um dos homens de Jess que invade a sua casa na tentativa de violentar a garota e ambos são salvos pelo bandido mascarado. O xerife (Giulio Maculani) por sua vez sem muitas opções tenta recrutar os habitantes da cidade que se recusam a se unirem para defender a cidade, exceto um veterano idoso. O xerife se preocupa também em tentar proteger o carregamento de ouro, e até mesmo Bill se nega em ajudar.

Janet, sua futura noiva, o repreende por ser tão covarde e que reluta em pegar numa arma.
Em meio a uma cavalgada, Janet cai nas mãos de Jess e é salva pelo mascarado.

Quando no ataque à diligência onde viajam Millie (Fanny Clair) a esposa e Terry a filha do xerife, para casa dos avós, ambas são salvas de serem violentadas por outro bandido do bando de Jess, Bow tie (Ugo Fangareggi) e mais uma vez o mascarado aparece para salvá-las.

Durante um assalto a uma mulher no meio da rua principal da cidade, Bill tenta ajudá-la, mas é espancado pelo bando.

Para manter seus homens na coleira, Jess mata um de seu bando, Texas, evitando que ele matasse Bill. Guitar fala com Bill, e se oferece para trabalhar para ele, se ele precisar de um atirador.

Enquanto isso, membros mal-intencionados da gangue de Jess tentam roubar o carregamento de ouro e atacar as mulheres mas o homem mascarado ataca novamente.

Quando o carregamento de ouro está chegando, Jess e seus homens saem.

Mas o mascarado rouba o carregamento antecipadamente, e Jess e o xerife suspeitam de Guitar. No entanto, ambos encontram o ouro roubado deixado no escritório do xerife. Jess irritado consegue obter a confissão de Dolores de onde está o ouro e em troca disso, salva a vida de Guitar.
Quando chega a hora do confronto final, o xerife não está por perto e o atirador mascarado conhecido como Jim Hart revela-se ser Bill o lojista, um exímio atirador.

O filme é mais no estilo B americano dos anos 40 do que um Espaghetti Western propriamente.
Há muitos moradores na cidade, há um xerife exemplar com sua família, uma família de donos do saloon, o menino Tommy (Dony Baster) com seu pai, um ator desconhecido que sempre fica preso na cadeia quando está bêbado e um velho falador Noah (Diego Pozzetto), que está sempre junto do xerife.

As meninas da cidade são lindas e suas langerie exuberantes e os vilões simplesmente não conseguem manter as mãos longe delas. Felizmente o vingador mascarado está sempre próximo para salvá-las.

A história até parecer uma das dezenas de variações do herói Zorro. Cameron Mitchell está sério e muito duro neste filme. Carl Möhner é um personagem mais interessante e passa o tempo todo rindo de tudo. O ritmo no geral é bastante lento, mas consegue atrair a atenção dos fãs.

Este é mais um belo exemplo de um dos westerns italianos produzidos antes que Leone começasse a se destacar no seguimento, mas aqui a presença da emoção italiana é percebida inconfundivelmente na forma como se firmaria.

[... Era uma Pistola Infallibile, Lo chiamavano... Jim il Primo] (Atirador Solitário) surgiu pioneiramente no mesmo ano em que Sergio Leone estava rodando "Por um Punhado de Dólares" (A Fistful of Dollars) alí na mesma região, portanto, pode ter tido alguma influência artística neste filme de Bergonzelli e que devem ser considerados claramente em todos os aspectos.

Aqui você tem um pistoleiro cansado, querendo se aposentar, uma cidade com medo, mulheres indefesas, vítimas da brutalidade, reuniões de comitês da cidade, xerife sem autoridade e uma música cantada por Pete Tevis, o que também possui influência americana bem adaptada.
A música de Marcello Gigante é realmente muito boa e há uma rara aparição da cantora Rena Filippinie interpretando um lamento, na canção  "Amor Mexicano" na sacada de uma casa quando em um momento de uma conversa entre Jane e Jim.
Acordes de guitarra e órgão que soam o suficiente para diferenciá-la da música chata encontrada na maioria dos westerns americanos da época. Os americanos capricharam na dublagem da versão original italiana misturada com o inglês dos atores americanos.

O filme às vezes se torna cômico em algumas situações e não se sabe se foi intencional pelo diretor ou não. Um bom elenco de homens maus e uma história de um ranger solitário chamado Jim Hart, adequadamente interpretado pelo magnífico Cameron Mitchell [Tio Buck de Chaparral, a série].

O amigo de Hart, um homem chamado Guitar, é na verdade um típico protagonista do Espaghetti Western Barroco. Nem bom e nem mau, Guitar é simplesmente um desocupado e bom homem.
Livio Lorenzon está muito divertido como Jess, e como sempre um vilão a sua altura de interpretação.

Alguns diretores europeus em especial os italianos e espanhóis convidavam atores americanos de passagem pela Europa para atuarem em seus filmes e davam pseudônimos a eles para que o filme parecesse ter saído de uma produção Hollywoodiana e torná-lo mais fácil de disfarçadamente comercializá-los fora da Europa.

Muitos tiveram bons resultados. Este aqui é uma prova desta situação tendo em vista, o ator Cameron Mitchell que no mesmo ano estaria em Minnesota Clay, rodado na Itália, França e Espanha, este sob a direção Sergio Corbucci.

Jeff, Bill e Jim nomes tipicamente dos westerns americanos são ouvidos com grande frequência, há poucos mexicanos, mas já se notava os pseudônimos em inglês para os atores de origem europeia.

Bergonzelli dirige com muito carinho e com alto nível técnico apesar de uma história e um roteiro simples.

McDowell Mitzell, era o nome verdadeiro de Cameron Mitchell que era filho de um pastor e natural de Dallas, no Condado de York, Pa. Morreu vítima de câncer de pulmão aos 76 anos de idade em 1994.  Destaques especiais neste filme ficam para a beleza das mulheres como Celina Cely interpretando Janet e a outra é a estonteante beldade é Célina Cély como Dolores que tem um rosto fechado o tempo todo mas mesmo assim ainda consegue atrair a atenção de Guitar.

Links do Filme Disponíveis na Web:

Qualidade do vídeo: VHSRip
Resolução: 320 x 240 pixels
Formato: MPGE-4
Codec de áudio: AAC
Tamanho: 430 Mb
Duração: 97 minutos
Áudio Inglês
Legendas Português Brasil

http://www.mediafire.com/?few9c8dcqit9drt
http://www.mediafire.com/?3g0aj845glhacg7
http://www.mediafire.com/?d257qula7aack68
ou:
http://filesflash.com/299b9va0
http://filesflash.com/dtix0rby
http://filesflash.com/iyoacspw
http://filesflash.com/pddj4q4f
ou:
https://www.youtube.com/watch?v=lQFRtaodg_w
Áudio Russo


10 abril 2017

A Morte de Tomas 'Cuchillo' Milan

Morreu em 24 de março de 2017 em em Miami o mítico ator e escritor cubano Tomas Milan aos 84 anos de idade e que atuou em filmes com alguns dos maiores diretores italianos, foi um dos ícones dos filmes policias e western italiano.
Tomas Milian, um ator americano nascido em Cuba; Romano por adoção, foi treinado nos Actors Studio. Apareceu em algumas das peças na Broadway, bem como em um show de Jean Cocteau em Spoleto. Mauro Bolognini o notou e foi o ponto de partida de uma rica carreira cinematográfica na Itália onde atuou em todos os gêneros em destaque na época.


Ele interpretou um psicopata louco em "Bounty Killer", O Pistoleiro Mercenário (Brasil 1966), um papel que ele melhoraria e diversificaria em uma impressionante galeria de assassinos neuróticos e sádicos, primeiro nos "Espaghetti Westerns" com o diretor Sergio Corbucci, e depois em ação violenta e thrillers policiais (muitos deles dirigidos por Umberto Lenzi).


No Brasil filmou “Rebelião dos Brutos”, [O Cangaceiro (Brasil 1970)] também conhecido como “Viva Cangaceiro” em que interpreta Expedito, um único sobrevivente de um massacre à sua vila por soldados e que em seguida recruta voluntários para montar o seu exército de cangaceiros para sua luta e vingança. Um grande elenco veio ao Brasil para este filme como Eduardo Fajardo [ Major Jackon de Django (Barsil 1966(] e Leo Anchóriz.


Seus filmes evoluíram gradualmente em comédias de ação, interpretando personagens recorrentes do ladrão "Er Monnezza" e o Inspetor Nico Giraldi [este último originalmente baseado no personagem principal de Serpico (1973)], dois personagens tipicamente romanos que gozavam de grande opularidade nos anos 70 e 80.

Nascido em Havana, Cuba, em 03 de Março de 1933, Tomás Quintín Rodríguez Milián, ficou conhecido no cinema como Tomas Milan. Para os fãs do Espaguetti Western se eternizaria com "Manuel 'Cuchillo' Sanchez", o Faca. Fez um único filme com Bud Spencer "Cão e Gato", em que o ator cubano sempre mencionava na honra que teve em trabalhar junto com ele e que gostou muito em fazê-lo, pois era uma de suas inspirações.


A morte foi causada por um acidente vascular cerebral. O ator foi encontrado morto em sua casa em Miami. Sua amiga Monica Cattaneo relatou a imprensa: "Na semana passada, na última vez em que nos falamos, ele me pediu para levá-lo de volta a Roma porque tinha decidido que queria viver lá os últimos anos de sua vida e morrer naquela cidade.”
“Ele tinha visitado pela última vez quando fora premiado no Festival de Cinema de Roma". Parece que ele queria ser cremado. Deixou um filho, Thomas, que vive em Nova York. Sua esposa faleceu em 2012.


Participou e eternizou-se no clássico Espaghetti "O Dia da Desforra" [Brasil (1966)] "La Resa Dei Conti" ao lado de Lee Van Cleef e Walter Barnes interpretando um pobre peão mexicano acusado injustamente de assassinato de um jovem mexicana.

Um filme com uma trilha sonora fantástica e surreal criada por Ennio Morricone para este Western com temática política. Em seguida estaria ainda com seus cabelos longos em "Quando os Brutos se Defrontam" [Brasil (1967)] "Faccia a Faccia" como “Solomon 'Beauregard' Bennet” ao lado do grande ator Gian Maria Volontè, ambos também dirigidos aqui por Sergio Sollima.

Muitos outros vieram para o deleite dos fãs deste seguimento, fazendo com que sua popularidade aumentasse cada vez mais e ainda hoje é um dos mais cultuados artistas de sua época inspirando muitas outras gerações de novos atores.

Teve creditados em sua extensa carreira, 120 trabalhos nos diferentes seguimentos como ator, escritor, sonorização, edição dentre outras atividades que puderam registrar o seu potencial artístico e que podem ser conhecidos mais detalhadamente em: http://www.imdb.com/name/nm0587401/?ref_=fn_nm_nm_2

FILMOGRAFIA WESTERN

1. Jeito de Cowboy (1994) EUA
2. Os Quatro do Apocalipse (1975)
3. O Dia da Desforra (1966)
4. Companheiros (1970)
5. O Pistoleiro das Balas de Ouro (Matar para Viver e Viver para Matar) (1967)
6. Corre Homem, Corre (1968)
7. Tepepa (1969)
8. O Último Samurai do Oeste (1975)
9. Quando os Brutos se Defrontam (1967)
10. Bounty Killer, O Pistoleiro Mercenário (1966)
11. Sonny & Jed (O Bando J & S) (1972)
12. Meu Nome é Providence - Caçador de Recompensas (1972)
13. Um Minuto para Rezar, Um Segundo para Morrer (1968)
14. Rebelião dos Brutos (1970)
15. Ci risiamo, Vero Provvidenza? (1973)

28 março 2017

A Morte de Alessandro Alessandroni [O Grande Assovio do Cinema] - Especial Brasil


Morre o compositor, maestro, arranjador e multi instrumentista Alessandro Alessandroni na cidade de Roma, domingo dia 26 de março de 2017. Nascido em roma, em 18 de março de 1925 faleceu ao acabar de completar 92 anos de idade.
O anúncio foi feito na sua página oficial do Facebook:

"É com grande tristeza que informo o desaparecimento ontem do mestre Alessandro Alessandroni, nascido em Roma em 18 de Março de 1925, compositor, multi-instrumentista, arranjador e diretor regente de Corais. O serviço memorial póstumo será na casa Namíbia com música e músicos dirigido por seu filho Alex Jr. Alessandroni.”

O mundo da música e do cinema está de luto pela partida do famoso musicionista Alessandro Alessandroni. O mais famoso assobiador da história do cinema. Ele foi um dos maiores compositores do nosso tempo e trabalhou com alguns dos maiores nomes da indústria cinematográfica como Ennio Morricone e Sergio Leone.

No filmes Espaghetti Western assinou obras-primas como "Por um Punhado de Dólares", "O Bom, o Mau e o Feio" e "Por uns Dólares a Mais", conhecidos como a trilogia de Leone-Morricone. Viveu em Roma e sua carreira começou quando ele tinha apenas 13 anos. O apelido de Grande Assoviador foi dado por Federico Fellinieli. Viveu sua carreira musical ativamente até os últimos anos de sua vida, um dos últimos trabalhos foi a colaboração com “Baustelle” para o disco "Amém".


Nos anos 60, foi convidado para trabalhar com os maiores compositores italianos da época, Piero Umiliani, para o qual cantou junto com sua esposa Giulia em Mah-na Mah-na, e o “Inferno Paraíso” de Louis Scattini (1968) com o professor e maestro Armando Trovaioli.
Nos anos setenta trabalha para a ARC da RCA, um rótulo dedicado à canção italiana mais joveme popular, entre elas “Mundo Exótico”, e participou de uma coleção de discos-públicos na qual colaborou com doze canções para a edição de a Canzonissima de 1969.”

Ennio Morricone disse em entrevista a um jornal: Por telefone eu disse a ele: Sandro, desce um momento, aqui na sala, você precisa dar uma assoviadinha para mim. Um assoviadinha, foi o que eu disse e nada mais, mas pensar sobre o que aconteceu depois. Quando vi o filme, eu admiti que ninguém pensou que o resultado fosse ser aquele e em vez disso aquele assovio realmente mudou tudo.

Alessandro Alessandroni, o mestre além dos filmes de Leone, teve participações emblemáticas com outros parceiros e foi um grande profissional. Morricone também disse que ele tocava muito bem a guitarra, era excelente em dirigir corais e exímio e afinadíssimo assoviador. Porque eu o chamei para assoviar? “Foi por acaso, eu precisava de um apito ou algo assim e eu pedi aos músicos que trabalham comigo, quem era capaz de assobiar bem. Ouvi outros que gostei menos e ouvindo ele, senti que ele tinha mais coragem.


RAI (Itália), 1964 gravando com "I Cantori Moderni" da esquerda para a direita: Adele Fiorucci, Giulia Alessandroni, ? , Gianna Spagnulo, Fiorella Cosacchi, Edda Del'Orso, Alessandroni, Gioieni, Renato Orioli, Ettore Lovecchio (Raoul)

Alessandroni se aproximou da música quando ele ainda era um menino. Na época, ele vivia com a mãe na província de Viterbo. Ele tem 11 anos e ouvia insistentemente, sempre que podia, música clássica. Ele começou a tocar guitarra com a ajuda de um amigo. O lugar era simples.

Ele disse uma vez em uma entrevista para o blog Planeta Hexacord: "Comecei na barbearia, porque em cidades pequenas é um ponto de referência: haviam os instrumentos, a guitarra, o bandolim e músicos populares.” Aprendi muito neste ambiente. Enquanto ele estava frequentando o último ano do ensino médio, ele formou sua primeira banda, com quem ele se apresentava em salões e locais de dança. Rápido para aprender, em pouco tempo se torna experiente em vários instrumentos, que alternava durante os shows.

Um adolescente já capaz de tocar guitarra, o piano, o acordeão, saxofone, flauta, bandolim e a citara, um dos primeiros italianos a tentar tocar neste instrumento de cordas muito complexo. Obteve seu diploma no Conservatório em Roma, conseguiu um emprego na empresa de produção cinematográfica Fonolux.

Lá ele conhece o grande maestro Nino Rota, e que agora com 14 anos, já o que em sua orquestra. Então veio o assovio. Foi quase por acidente. Alessandroni, em algum momento, quando os músicos de Rota descansam e brincam ele se punha a assoviar. O seu assovio aos poucos passava a ser conhecido pelos membros da orquestra. Usou também em sua carreira o pseudônimo de Ron Alexander em eventuais trabalhos.

Em Roma com Ennio Morricone em um encontro em 26 setembro de 2015.
Fonte Facebook: Alessandro Alessandroni - Official
Foto: M.Courtney-Clarke
 
Em 1962 ele fundou o Octeto “I Cantori Moderni di Alessandroni”, uma formação que veio após o seu grupo anterior, o “Quarteto Caravelas”. Com ele, a banda é formada por soprano Edda Dell'Orso, Augustus Jardim, Franco cossacos, Nino Dei, Enzo Gioieni, Gianna Spagnuolo e [La Resa Dei Conti (vocal)], não menos importante, sua esposa Julia De Mutiis e que podemos ver em muitos créditos de filmes das décadas de sessenta e setenta.

Esta formação está creditada em dezenas de filmes Westerns e tantos outros com seus temas inesquecíveis. A colaboração é mais importante, de longa duração e ligados por uma sincera estima Alessandroni permaneceu até seus últimos dias ligado a Morricone.

O nome de Alessandroni tornou-se adorado por músicos e fãs de todo o mundo por suas criações populares e para o cinema deixando um legado cultural neste seguimento, Influenciando muitos artistas pelo mundo com estilo musical criativo tal qual a Ennio morricone, Bruno Nicolai, Stelvio Cipriani, e especialmente à músicos de estúdio.
ALESSANDRO ALESSANDRONI "R.I.P."

Deixe sua mensagem na Oficial Page Facebook:
Conheça sua Obra: